terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mobilidade urbana como acreditar que isso vai dar certo ou vai funcionar?




Mobilidade urbana como acreditar que isso vai dar certo ou vai funcionar?

Se alguém vier me perguntar... Calmo ai isso não é música de Belchior, é se me perguntassem se hoje apesar dos engarrafamentos do Recife deveria comprar um carro, eu diria que sim. Muitas vezes ficamos parados, estáticos no trânsito, mas, no conforto de seu veículo tem seu ar condicionado e sua música, nem tem uma salsichada, não tem uma acotovelada, catinga de sovaco, outros dizem cheiro de macaco, você não é violentado e não vivencia o mundo animal.
Gostaria de ver um chefe o executivo sem seus leões de chácara utilizado um coletivo em horário de pico, para ali mesmo ele sentir a sensação no mínimo do toque do exame de próstata. Bem que poderia ser em qualquer uma dessas integrações, isso é uma utopia, malvada mais utopia.
Hoje mais uma vez utilizando o transporte público urbano, que nome bonito pra uma coisa que funciona muito mal e num desconforto que só Jesus na Causa, o nome faz até agente pensar que funciona e satisfaz... ai ai ai ai ai ai ai ai em cima em baixo empurra e vai, é assim que funciona da integração de Camaragibe.
Uma canalhice, socos, empurrões, agressões de toda sorte, quiçá um dia haverá até morte não que eu deseje, mais do jeito que vai uma dia um trabalhador terá ausência da sorte quando for pegar ali o seu transporte. Ninguém pra organizar, os passageiros não respeitam a fila, entram pelas janelas, os motoristas trafegam em velocidade provocando correria dos passageiros um verdadeiro desespero.
Na integração Camaragibe há uma linha Loteamento São João São Paulo, devia se chamar a Linha do Cão ou da Casa do Carvalho, os trabalhadores se digladiam se espancam, se agridem, se animalizam e todas as alternativas anteriores, ou seja, a pior linha desta integração. Chego a pensar que pra alguns destes “trabalhadores” animalizados esta hora é sagrada, é a hora do barulho, a hora de provar que é bicho!
Certa vez conjecturando com a vida pensei assim: como politicamente não há vontade de resolver os problemas sociais dos mais humildes e dos trabalhadores, e como uma minoria destes não quer nem desejam se reeducar... Só uma guerra ou uma epidemia que não escolhesse classe social, cor ou credo, pra diminuir no geral esta baixaria.

O ciclista não respeita o pedestre, o motociclista nem o motorista;
O motociclista não respeita o pedestre, ciclista nem o motorista,
O motorista não respeita o pedestre, o ciclista nem o motociclista,
O governo respeita quem?
Resposta = Ninguém
Não presta ônibus, não presta metrô, não presta o trem!


E na mobilidade urbana no Recife você acredita ou é incrédulo como eu também?