segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ser Pai




Muitas pessoas acham ou entendem que ser pai é só pelo fato de procriar, aumentar sua prole no mundo para que se perpetue a sua passagem aqui na terra. Não sabem que ser pai é também uma missão divina, além de ser antes de tudo um desejo, e sem sombras de dúvidas uma grande oportunidade dada por Deus de exercitar o amor, a compreensão, a amizade consoladora dentro do seio familiar.
Há muitas definições ou entendimento para esta questão: Qual a importância do pai em nossa vida?
Responda pra si mesmo você que hoje é filho, depois responda a mesma pergunta se você hoje se encontra na condição de pai.
Quando se é pai, vale a responsabilidade desde os filhos gerados por nós mesmos, até os filhos que nos vem gerados de outras pessoas, que nem fazemos ideia, de quanto esses filhos do coração estão tão ligados a nossa responsabilidade, tanto quanto os geramos. Eles nos chegam por portas diferentes às vezes de lugares tão distantes.
Há muito tempo alguns pais tinham uma vaga noção de que ser pai era tão somente, prover as necessidades da casa, arcar com as responsabilidades financeiras, a maior autoridade e em muitas dessas oportunidades portava-se como a suprema vontade, a primeira e a ultima palavra.  Os tempos mudam e este mesmo pai provedor está percebendo que ele é muito mais do que isso, ele é educador, ele é amigo, ele é o ser que em conjunto com a genitora passa valores que acrescentaram no crescimento moral de seus filhos, durante toda a sua existência. O pai que ainda pensa como um ditador, um déspota, tem que despertar e começar modificar seus conceitos, ser mais participativo, presente e conciliador. Esta mudança promove o amor permanente, refletindo após sua missão aqui na terra, permanecer o legado de educação, amizade e conciliação no seio familiar.
Conversando com algumas pessoas a respeito do tema, eles puderam classificar em três a personalidade do pai, e discorreram sobre o assunto, que pelo meu entendimento da conversa pude transcrever aqui, como se segue logo abaixo:
PP = Pai Participativo – É aquele que está envolvido com a criança desde o momento da gestação, acompanhando todo o processo gravidez segundo a psicologia. O pai participativo ele não é um novo conceito, como está sendo bem usual pela psicologia atualmente, devemos levar em conta não só a gestação ele é pra toda uma vida. O pai deve está atento e disposto para seus filhos assim como Deus é pra nós, em todas as horas, em todos os momentos. Guardando as devidas proporções com o nosso pai aqui na terra é só um homem de carne e osso e falho. Deus é o amor sublime, de bondade infinita é eternamente participativo em nossa vida. Um Pai não deve querer ser Deus, e sim, participar da vida do filho ajudando-lhes em sua formação, com muito amor, carinho, amparo e compreensão. Há muitos pais agindo assim fazendo valer sua missão de Pai.
PM = Pai Material - Ser Pai não é só cuidar do sustento do filho, cuidar de provir suas necessidades materiais, não lhes deixar faltar nada para que nunca lhes responsabilize pelas privações em seu sustento. Há homens que pensam que isto é tudo! Mais onde fica o amor? A participação na educação mostrando-lhes gestos, afabilidade, doçura? Onde estarão na lembrança do filho às vezes que seu pai foi lhes ajudar numa simples tarefa da escola? Ter tudo de material não quer dizer que se tenha amor, numa casa simples muitas vezes sem ter o que comer se acha esta coisa mágica, chamada amor que está ausente em muitas casas de mesas fartas. Os homens que dizem nunca ter tempo, afirmam ter que correr atrás dos negócios, porque tempo é dinheiro. Eles estão agindo assim busca de resultados, são escravos de seu egoísmo. E, diante das novas configurações familiares, em que tempo de sobra é artigo de luxo, é preciso estar cada vez mais estar atento para as necessidades da criança.
PA = Pai Ausente - Este muitas vezes tem abandonado seus filhos no ato da concepção, ou logo após a separação do casal. Transformando a mãe na principal provedora do lar, responsabilizando-a pela formação do filho e lhes atribuindo o cargo de administradora de todas as suas necessidades. Este abandono pode ter consequências na formação do indivíduo. É comum ouvir histórias traumáticas por abandono do Genitor, crianças e adolescentes se sentem rejeitados por não terem a presença física e emocional constante de um pai, que pode com toda certeza afeta sua autoestima.    


Domonte.