Muitas
pessoas acham ou entendem que ser pai é só pelo fato de procriar, aumentar sua
prole no mundo para que se perpetue a sua passagem aqui na terra. Não sabem que
ser pai é também uma missão divina, além de ser antes de tudo um desejo, e sem
sombras de dúvidas uma grande oportunidade dada por Deus de exercitar o amor, a
compreensão, a amizade consoladora dentro do seio familiar.
Há muitas
definições ou entendimento para esta questão: Qual a importância do pai em
nossa vida?
Responda
pra si mesmo você que hoje é filho, depois responda a mesma pergunta se você
hoje se encontra na condição de pai.
Quando
se é pai, vale a responsabilidade desde os filhos gerados por nós mesmos, até
os filhos que nos vem gerados de outras pessoas, que nem fazemos ideia, de
quanto esses filhos do coração estão tão ligados a nossa responsabilidade, tanto
quanto os geramos. Eles nos chegam por portas diferentes às vezes de lugares
tão distantes.
Há muito
tempo alguns pais tinham uma vaga noção de que ser pai era tão somente, prover
as necessidades da casa, arcar com as responsabilidades financeiras, a maior
autoridade e em muitas dessas oportunidades portava-se como a suprema vontade, a
primeira e a ultima palavra. Os tempos
mudam e este mesmo pai provedor está percebendo que ele é muito mais do que isso,
ele é educador, ele é amigo, ele é o ser que em conjunto com a genitora passa
valores que acrescentaram no crescimento moral de seus filhos, durante toda a
sua existência. O pai que ainda pensa como um ditador, um déspota, tem que despertar
e começar modificar seus conceitos, ser mais participativo, presente e
conciliador. Esta mudança promove o amor permanente, refletindo após sua missão
aqui na terra, permanecer o legado de educação, amizade e conciliação no seio
familiar.
Conversando
com algumas pessoas a respeito do tema, eles puderam classificar em três a
personalidade do pai, e discorreram sobre o assunto, que pelo meu entendimento
da conversa pude transcrever aqui, como se segue logo abaixo:
PP = Pai Participativo
– É aquele que está envolvido com a criança desde o momento da gestação, acompanhando todo o processo
gravidez segundo a psicologia. O pai participativo ele não é um novo conceito,
como está sendo bem usual pela psicologia atualmente, devemos levar em conta
não só a gestação ele é pra toda uma vida. O pai deve está atento e disposto
para seus filhos assim como Deus é pra nós, em todas as horas, em todos os momentos.
Guardando as devidas proporções com o nosso pai aqui na terra é só um homem de
carne e osso e falho. Deus é o amor sublime, de bondade infinita é eternamente
participativo em nossa vida. Um Pai não deve querer ser Deus, e sim, participar
da vida do filho ajudando-lhes em sua formação, com muito amor, carinho, amparo
e compreensão. Há muitos pais agindo assim fazendo valer sua missão de Pai.
PM = Pai Material - Ser Pai
não é só cuidar do sustento do filho, cuidar de provir suas necessidades
materiais, não lhes deixar faltar nada para que nunca lhes responsabilize pelas
privações em seu sustento. Há homens que pensam que isto é tudo! Mais onde fica
o amor? A participação na educação mostrando-lhes gestos, afabilidade, doçura? Onde
estarão na lembrança do filho às vezes que seu pai foi lhes ajudar numa simples
tarefa da escola? Ter tudo de material não quer dizer que se tenha amor, numa
casa simples muitas vezes sem ter o que comer se acha esta coisa mágica,
chamada amor que está ausente em muitas casas de mesas fartas. Os homens que
dizem nunca ter tempo, afirmam ter que correr atrás dos negócios, porque tempo
é dinheiro. Eles estão agindo assim busca de resultados, são escravos de seu
egoísmo. E, diante das novas configurações
familiares, em que tempo de sobra é artigo de luxo, é preciso estar cada
vez mais estar atento para as necessidades da criança.
PA = Pai Ausente - Este
muitas vezes tem abandonado seus filhos no ato da concepção, ou logo após a
separação do casal. Transformando a mãe na principal provedora do lar, responsabilizando-a
pela formação do filho e lhes atribuindo o cargo de administradora de todas as
suas necessidades. Este abandono pode ter
consequências na formação do indivíduo. É comum ouvir histórias traumáticas por abandono
do Genitor, crianças e adolescentes se sentem
rejeitados por não terem a presença física e emocional constante de um pai, que
pode com toda certeza afeta sua autoestima.
Domonte.