Carne de Pescoço
E quando o tempo ou até mesmo o meu pensamento fica escuro,
Eu oro a Deus, eu juro,
Por Deus, eu juro...
Por que eu me reencontro, melhoro,
No duro.
E aquele abismo no caminho, enfrento a passos largos,
Os tais percalços de vagarinho,
Sempre em frente não estou sozinho...
Não temo o mar revolto,
Não sou carne de pescoço,
Nem tudo é duro quanto osso,
Pra quê ir até o fundo do poço?
Mostrar a cara,
O face a face é proveitoso,
Me cobrar foi deveras rigoroso,
Nem tudo foi duro quanto osso,
Não foi preciso chegar até o fundo do poço...
Não fui carne de pescoço!
Do Monte.