segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Carne de Pescoço


Carne de Pescoço


E quando o tempo ou até mesmo o meu pensamento fica escuro,

Eu oro a Deus, eu juro, 

Por Deus, eu juro...

Por que eu me reencontro, melhoro, 

No duro.


E aquele abismo no caminho, enfrento a passos largos, 

Os tais percalços de vagarinho,

Sempre em frente não estou sozinho...


Não temo o mar revolto,

Não sou carne de pescoço,

Nem tudo é duro quanto osso,

Pra quê ir até o fundo do poço?


Mostrar a cara,

O face a face é proveitoso,

Me cobrar foi deveras rigoroso,

Nem tudo foi duro quanto osso,

Não foi preciso chegar até o fundo do poço...

Não fui carne de pescoço! 



Do Monte.