É sabido que O espiritismo não nasce
de concílios, para impor ou compor hierarquia quanto à formação da divindade do
Criador. Estou pronto pra responder a quem vier me interpelar dizendo: "porque o espírito que se apresenta a Kardec é o da verdade, e por que não espirito da
mentira?".
O
espirito que se apresenta a Allan Kardec na codificação como "Espirito de
Verdade" não vem expressar leviandade, e não sendo Kardec um homem de
falácias ou meras conjecturas, jamais, iria dar vazão a coisas que não tivesse
razão, racionalidade e uma explicação científica e filosófica.
Algumas viagens místicas trazem estas
ordenações acerca de nomes de Anjos, arcanjos e demais grupos classificados,
onde esbarram em fragmentos bíblicos trazendo dúvidas, carregadas de alegorias
e figuras de linguagens sobre suas supostas verdades.
A sensatez do acerca desta junção
aceitável e lógica como “a Trindade: “Pai (Deus), Filho (Jesus), Espirito Santo
(plêiade de bons Espíritos que são encarregados de realizar a(s) vontade(s) de
Deus e de Jesus na Terra e, em todos os cantos do Universo).”“. Traz ai um
sentido para trindade inventada pelo catolicismo, que não faz tanto sentido de
que um mesmo Deus ser ao mesmo tempo é três.
Vamos provar?
“Leon Denis, em obra de sua autoria
“Cristianismo e Espiritismo” citando Bellamare, diz o seguinte:” Na versão
grega dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, a palavra Espírito está muitas
vezes isolada. São Jerônimo acrescenta-lhes a de santo, foram os tradutores
franceses da Vulgata Latina que daí fizeram o Espirito Santo.
São Mateus quando descreve o episódio
ocorrido com Jesus nas margens do Rio Jordão escreve o seguinte em seu evangelho:
“O Espírito de Deus desceu sobre Ele sob forma de uma pomba”. Podemos entender
à luz da razão que foi um espírito enviado por Deus, em momento algum o
evangelista fala em Espírito Santo.
Nos primórdios do Cristianismo, nem
o Próprio Cristo, nem Pedro, nem João, nem Paulo de Tarso jamais expressaram
qualquer coisa sobre esta trilogia, fazendo referência ao Espírito Santo como sendo
uma das três partes de Deus. Em nenhum dos quatro evangelhos apresenta Jesus
ensinando que seu Pai (Deus) tivesse três pessoas distintas e reunidas numa só,
e que ele Jesus seria uma delas.
Com toda certeza o termo Espirito
Santo e a santíssima trindade foi incorporada, nas traduções dos evangelhos a bel
conveniência dos interesses eclesiásticos, e jamais o termo sendo encontrado
nos textos originais. No próprio concílio de Niceia em 325 DC e no concílio de
Constantinopla realizado em 381 DC já haviam aprovado o dogma da trindade pelo
qual até os dias de hoje se crer que um mesmo Deus ao mesmo tempo é três.
Faltava apenas registar em um livro sagrado, para que lhes garantisse um foro
da mais pura verdade.
Domonte.