Um
Prelúdio da Vida.
Renascemos todos inocentes? Neste caso o
até que se prove o contrário, serve tão somente para a Lei dos homens.
Assegurada pela Carta Magna Brasileira, esta prerrogativa, tem livrado muita
gente que praticou ilícitos, dos embaraços e prestações de contas em juízo, no
solo da pátria Mãe gentil.
Baseado na premissa de provas refutáveis
que comprovam o ilícito, o indivíduo é passivo das sanções legais, sendo-lhes
imputando o cessamento de sua liberdade. Mesmo ele tendo a consciência do
ilícito, ainda seguindo um outro artigo da Carta Magna Brasileira, no artigo 5º, incisos LVII e LXII, todo
cidadão brasileiro, tem o direito de “não produzir provas contra si”, que
encontra respaldo também na Convenção de Direitos Humanos de 1969, conhecida
como Pacto de San José da Costa Rica. Em seu artigo 8º, das Garantias
Judiciais, a Convenção declara que toda pessoa tem “direito de não ser obrigada
a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada”.
E
diante das leis morais, onde o “Até que se pro o contrário” livra-nos da
justiça divina?
Há como esconder os maus feitos de
toda uma existência?
Não depor contra si?
Acredito que só no caso de falso
testemunho, e se o indivíduo não tiver uma dividazinha a ser resgatada ou
amortizada de seu pretérito. Mas, a providência divina a tudo ver e tudo sabe,
não adianta falsear o testemunho nem esconder ilícitos de quaisquer natureza.
Ninguém responderá por aquilo que
nunca fez, depois daqui, só na leis dos homens que muitas vezes se faz e não se
paga o centil da dívida ainda numa existência, mais está depositada nos cofres
da vida.
A consciência é o próprio tribunal
arbitral do indivíduo após a longa viagem de regresso do espírito, ele mesmo
algumas vezes irá sugerir o acerto de contas, isso também é da lei.
Nosso
inocência serra-se quando da transição da infância para a adolescência, veja
este trecho tirado do livro dos Espíritos pergunta 385: Que é o que
motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade,
especialmente ao sair da adolescência?
Resposta: “É que o Espírito retoma a
natureza que lhe é própria e se mostra qual era. “Não conheceis o que a
inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem
o que serão.
Então não somos totalmente inocentes, nosso
indulto é apenas até retomarmos a nossa natureza, clamaremos à Deus peso leve e
julgo suave. Vamos atinar para a retidão e o amadurecimento dos sentimentos,
trilhando um novo caminho, a começar pela reeducação do ser integral.
Devemos lembrar que o que foi feito
por nós, está feito e já consta no saco ou maloca, porém ainda há coisas boas a
serem feitas, e vamos estar numa condição melhor e começarmos hoje, todos somos
conhecedores que o amanhã só à Deus pertence, mais podemos chegar lá um pouco
mais livre e o julgo poderá ser leve.
DoMonte.