sexta-feira, 10 de abril de 2020

Como será o amanhã?


Como será o amanhã?

Ainda esta pergunta continuará sem uma resposta efetivamente exata, o mundo continuará com todos seus implicativos nós é que teremos que nos descomplicarmos, e nos adequarmos aos novos dias que virão. Nos anos 80 com a constante ameaça de uma 3ª guerra mundial foi lançado um filme chamado The Day After... O Dia Seguinte, ao assistir o filme, aquilo me chocou, obviamente que as consequências devastadoras de uma guerra nuclear nem se compara as do COVID-19, mais teremos consequências. Creio que o comportamento de cada um de nós terá se modificado, aqueles mais recalcitrantes talvez demorem um pouco mais, portanto descobrirão que precisarão mudar para melhor integrar-se as pessoas e aos novos tempos.

A vida antes do surto viral era um corre-corre em busca das coisas, ou da próxima balada, da próxima viagem, onde muitos de nós só queriam viver o hoje, o já, e planejando repetir sem se quer cogitar se algo impediria de realizar. Não é gostar do fatalismo, mais pergunto se isto também não é ser entusiasmado e otimista ao extremo com um futuro mesmo que tão próximo?

Tenho a impressão que de que vamos viver o dia inteiro e esperar que as coisas aconteçam amanhã mantendo a esperança e o quiçá... A quarentena está sendo uma oportunidade ímpar de conhecer-se a si mesmo e aos seus, para muitos esta é a primeira vez de um cotidiano completo em família sem ser férias ou finais de semana. Quanto aprendizado?

Uma coisa é muito importante, precisamos desacelerar o nosso estado emocional e espiritual para banir esta ansiedade, meditemos mais, façamos uma reflexão do que somos até agora, pois ninguém irá recomeçar do zero e sim do ponto de partida e com todo arcabouço de conhecimento que há dentro de cada um.

Realmente o mundo que você conheceu acabou, acabou porque as ignorâncias que se achava comum não mais é aceitável no contexto social, a diversidade precisa ser aceitada e respeitada, hoje de certo modo pelo momento não se pode nem se deve retomar as idiossincrasias banhadas pelos preconceitos, caiu a ficha de que somos todos humanos e o vírus veio da classe de cima e já atingi a todos, e todos quando não resistem, estão tendo que partir praticamente sozinhos, sem um único adeus no velório e sem um Pai Nosso.

Deu para entender que somos parte do todo?

O amanhã pode ser como Deus quiser, mais vai depender muito de cada um de nós, somos nós que habitamos a terra, Deus está em toda parte e em todo lugar, mais aqui é lugar onde nos cabe mudar, para progredir espiritualmente...
Espiritualizar-se... Evoluir.

Dercílio do Monte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário