segunda-feira, 8 de junho de 2020

Adotando a razão.




                   
Adotando a razão.

                    Lendo, pesquisando e estudando um pouco sobre história humana e ciência, principalmente na parte da intolerância religiosa onde não se dava espaço a ouvir o contraditório, esbarrei do monge Giordano Bruno. Sentenciado a morte na fogueira pelo “Santo Ofício” ou “Santa Inquisição Romana”, pela intolerância religiosa e a ignorância dogmática do catolicismo.

O monge era uma mente brilhante, capaz de desafiar os dogmas da igreja do seu tempo, fazer sínteses entre diferentes correntes religiosas, espirituais, espiritualistas, filosóficas e pagãs daquele tempo, e questionar estabelecimentos políticos da igreja de então.
                    
No ano de 1593, Giordano Bruno foi julgado por heresia pela Inquisição romana, acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais, incluindo condenação eterna, a Trindade, a divindade de Cristo, a virgindade de Maria e a transubstanciação.

panteísmo de Giordano Bruno também era motivo de grande preocupação assim como seus ensinamentos sobre a transmigração da alma. A Inquisição o considerou culpado e ele foi queimado na fogueira no Campo de' Fiori, em Roma, em 1600.

Será que hoje diante de uma divisão polarizada ou até mesmo os pseudos sábios e inquietados donos das verdades, deixariam o monge Giordano Bruno longe das línguas ferinas ou dos dedos nervosos, que tudo postam de forma agressiva e pejorativa nas redes sociais por não estarem de acordo coa as suas interpretações?

Ao passo que o orbe terrestre hoje caminha em busca de regeneração e espiritualização do ser, as crendices e o acaso são apenas aspectos mundanos superadas, adotando-se uma forma mais racional, começamos a dar mais espaço, primeiro a si próprio contende a ansiedade de interpretar apressadamente até mesmo as respostas rasas e rápidas, bem como as mais complexas, e buscar entender de forma racionalizada.

O Espiritismo é doutrina aberta, e segundo o codificador ele diz mui claramente: “Se o Espiritismo é uma falsidade, ele cairá por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira”. Allan Kardec.


                                                                                            Dercílio do Monte
                   

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