Adotando
a razão.
Lendo, pesquisando e estudando um pouco
sobre história humana e ciência, principalmente na parte da intolerância
religiosa onde não se dava espaço a ouvir o contraditório, esbarrei do monge
Giordano Bruno. Sentenciado a morte na fogueira pelo “Santo Ofício” ou “Santa
Inquisição Romana”, pela intolerância religiosa e a ignorância dogmática do
catolicismo.
O monge era uma mente
brilhante, capaz de desafiar os dogmas da igreja do seu tempo, fazer sínteses
entre diferentes correntes religiosas, espirituais, espiritualistas,
filosóficas e pagãs daquele tempo, e questionar estabelecimentos políticos da
igreja de então.
No ano de 1593, Giordano Bruno
foi julgado por heresia pela
Inquisição romana, acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais,
incluindo condenação eterna, a Trindade, a divindade de Cristo, a virgindade de Maria e a transubstanciação.
O panteísmo de Giordano Bruno
também era motivo de grande preocupação assim como seus ensinamentos sobre
a transmigração da alma. A Inquisição o considerou culpado e ele foi queimado na fogueira no Campo de' Fiori, em Roma, em 1600.
Será que hoje diante de uma divisão polarizada ou
até mesmo os pseudos sábios e inquietados donos das verdades, deixariam o monge
Giordano Bruno longe das línguas ferinas ou dos dedos nervosos, que tudo postam
de forma agressiva e pejorativa nas redes sociais por não estarem de acordo coa
as suas interpretações?
Ao passo que o orbe terrestre hoje caminha em
busca de regeneração e espiritualização do ser, as crendices e o acaso são apenas
aspectos mundanos superadas, adotando-se uma forma mais racional, começamos a
dar mais espaço, primeiro a si próprio contende a ansiedade de interpretar apressadamente
até mesmo as respostas rasas e rápidas, bem como as mais complexas, e buscar
entender de forma racionalizada.
O Espiritismo é doutrina aberta, e segundo o
codificador ele diz mui claramente: “Se o Espiritismo é uma falsidade, ele cairá
por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira”. Allan
Kardec.
Dercílio do
Monte
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