sexta-feira, 13 de junho de 2014

Por que ainda somos assim?



Tudo só volta a ser como antes, se houver oportunidade e perdão... é mais comum que esta oportunidade seja dado a um estranho do que a alguém que ficou tanto tempo do seu lado.

 Por que ainda somos assim?


Reflitamos acerca da ressocialização dos sentimentos oportunizando um recomeço a si e aos outros.

Quando o amor é verdadeiro ele está sempre por perto.



Quando o amor é verdadeiro ele está sempre por perto.

Nunca duvidei do amor de meu velho camarada, meu avô tão querido e amado, tivesse ido embora pra sempre. Ele teve que atravessar as barreiras do invisível a cerca de 33 anos, donde desde aquele dia eu muito chorava a sua ausência. Eu sonhava por noites intermináveis, dando-lhes a mão para que levantasse daquela urna mortuária, onde jazia seu corpo frio e inerte, para que ele voltasse a ficar e viver comigo.
Foram longos anos de muito choro, pela saudade, pela ausência de um amor verdadeiro, daquele que era o maior ídolo, o mestre, daquele era tudo na minha vida. Dos 11 anos aos 19, era sentida uma falta incomensurável, de forma arrebatadora e gritante. Com o tempo não mais sonhei com o meu querido velho, é até difícil escrever algo assim sem chorar, sei de uma coisa: Eu nunca em minha vida senti algo com uma reciprocidade como nós dois tínhamos.
Nas tormentas avassaladoras de minha existência que de tempos em tempos sou acometido e conturba todo o meu ambiente, agora até entendo de sua viagem ao infinito, tenho certeza que ele pede permissão ao mais alto e vem ao meu socorro. No atual cenário de minha vida ele veio esta noite preocupado comigo, mais não veio a mim... Ele aparece para minha tia e pede que ela me diga algo, então pela manhã como ela sempre faz me liga aos prantos dizendo que o viu, nitidamente e falou em seu ouvindo o seguinte: “Diga a ele pra ter muita paciência”.
Quando alguém nos ama vai está sempre por perto e trará um consolo na hora certa, não há barreiras para quem está vivo na dimensão do invisível, é preciso à sensibilidade de outrem para, ver ouvir e transmitir um recado caso você ainda não a tenha.



doMonte.

Vou sem rumo, sem destino...



Vou sem rumo, sem destino...

Não me perguntes sobre meu itinerário,
Nem pergunte de meu horário...
Não há mais nada a lhe dizer.
Vivo e viva também com liberdade...
Ide, vá aos quatro cantos da cidade, sem pressa de me encontrar,
Vias-me quando podias...
Ontem não me querias,
Como hoje já tens querer?
Só pode não vivo mais a tua mercê;
Vou sem rumo e sem destino...
Vou aonde quis ir desde menino,
As amarras que existia nos unindo,
Acabaram de se arrebentar;
Porque agora queres saber de mim?
Fui embora sem rumo e sem destino...
Pena que hoje pra você eu continue existindo,
Sem eu querer amarrar-me a ti.


doMonte.

Querer



Querer

Querer amar quem não te quer...
Não insista,
Você não será querido...
Pretender está ao lado de que não te quer,
Você está preterido...
É o mesmo que amar sem ser amado,
É o mesmo que não ser correspondido,
Deixe de amar quem não te ama,
Deixe de querer quem não te quer
Queira a si primeiro...
Sinta-se querido.
Não corresponda a um amor que não lhe é correspondido...
Prefira antes a dor do amor...
Do que a dor de ter ferido.


doMonte


Eu no mundo (1)



Eu no Mundo (1)


O mundo não precisa saber o que eu quero...

Sou eu quem precisa saber;

Eu preciso ter paciência e saber por que me desespero, isso eu tenho que entender;

Viver bem assim um dia espero...

Ter tranquilidade e paz isso eu venero,

Sofrer, aprender, crescer faz parte deste grande entrevero;

É como renascer das cinzas, esse dia eu assim espero.

São ondas, fortes, ventos fortes, tormentas e tempestades...

Vou aguentando firme e seguindo com a vida, orando a Deus tende piedade.



doMonte.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um Prelúdio da Vida.


Um Prelúdio da Vida.

        Renascemos todos inocentes? Neste caso o até que se prove o contrário, serve tão somente para a Lei dos homens. Assegurada pela Carta Magna Brasileira, esta prerrogativa, tem livrado muita gente que praticou ilícitos, dos embaraços e prestações de contas em juízo, no solo da pátria Mãe gentil.

        Baseado na premissa de provas refutáveis que comprovam o ilícito, o indivíduo é passivo das sanções legais, sendo-lhes imputando o cessamento de sua liberdade. Mesmo ele tendo a consciência do ilícito, ainda seguindo um outro artigo da Carta Magna Brasileira, no artigo 5º, incisos LVII e LXII, todo cidadão brasileiro, tem o direito de “não produzir provas contra si”, que encontra respaldo também na Convenção de Direitos Humanos de 1969, conhecida como Pacto de San José da Costa Rica. Em seu artigo 8º, das Garantias Judiciais, a Convenção declara que toda pessoa tem “direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada”.

        E diante das leis morais, onde o “Até que se pro o contrário” livra-nos da justiça divina?

Há como esconder os maus feitos de toda uma existência?
Não depor contra si?

Acredito que só no caso de falso testemunho, e se o indivíduo não tiver uma dividazinha a ser resgatada ou amortizada de seu pretérito. Mas, a providência divina a tudo ver e tudo sabe, não adianta falsear o testemunho nem esconder ilícitos de quaisquer natureza.

Ninguém responderá por aquilo que nunca fez, depois daqui, só na leis dos homens que muitas vezes se faz e não se paga o centil da dívida ainda numa existência, mais está depositada nos cofres da vida.
A consciência é o próprio tribunal arbitral do indivíduo após a longa viagem de regresso do espírito, ele mesmo algumas vezes irá sugerir o acerto de contas, isso também é da lei.
Nosso inocência serra-se quando da transição da infância para a adolescência, veja este trecho tirado do livro dos Espíritos pergunta 385: Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? 

Resposta: “É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. “Não conheceis o que a inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão.

 Então não somos totalmente inocentes, nosso indulto é apenas até retomarmos a nossa natureza, clamaremos à Deus peso leve e julgo suave. Vamos atinar para a retidão e o amadurecimento dos sentimentos, trilhando um novo caminho, a começar pela reeducação do ser integral.

Devemos lembrar que o que foi feito por nós, está feito e já consta no saco ou maloca, porém ainda há coisas boas a serem feitas, e vamos estar numa condição melhor e começarmos hoje, todos somos conhecedores que o amanhã só à Deus pertence, mais podemos chegar lá um pouco mais livre e o julgo poderá ser leve.



DoMonte.

Eu nada Sei.




Eu nada Sei.
Vago por mim,
Passo por mim,
E não me encontrei...
Talvez fui rei,
Eu não me lembro,
Pois nada sei.
Hoje eu me castigo...
Ontem fui bandido,
Amanhã quiçá mendigo...
É tudo da lei.
Feri e fui ferido,
Pretendi e fui preterido,
Eu quis e não sou querido...
Não Sou ouvido,
Incompreendido,
Eu ainda duvido...
Eu nada sei!

DoMonte