Vivi minha adolescência,
Minha inocência para amar,
Nascia minha ignorância,
Diante da explosão de meus hormônios a imensa turbulência do começo de meus enganos.
Hoje quando ouço algumas canções...
Que me traz de volta ao exato momento que vivi por entre as flores do meu jardim;
Recordo do meu primeiro encontro com a paixão,
O primeiro deslize,
A primeira decepção,
O primeiro beijo,
O primeiro gozo,
Da primeira sensação de calor em abraçar um outro corpo...
A descoberta do afago gostoso...
É quando sem perceber você se rotula ou descreve-se louco,
Louco, louco...
Por sentir uma nova sensação...
As canções trazem ainda o aroma... o cheiro...
Do clima,
Das coisas que pensava ter por inteiro...
O gosto dos ensejos perdidos,
Pela timidez,
A distorção dos sentidos...
Pelos desencontros vividos naquele momento,
Hoje não lamento.
Foi entre as flores do meu jardim...
Que corri menino pra vencer o tempo e me tornar homem,...
Pra acumular e viver minhas lembranças...
Viver sempre com esperança,
Viver com mais amor do que paixão.
A paixão nos cega...
Queima o peito,
Invade a alma...
Enlouquece domina a mente,
Coitado da gente!
Entre as flores que enfeitaram o meu jardim...
Muitas vezes... do pouco que sei aprendi sozinho,
Com frio, com sede, sem colo, sem carinho...
Me senti nômade pássaro, passarinho.
Mais hoje não vejo mais a flores que enfeitavam o meu jardim...
Pois todo aquele jardim habitava em meu sonho,
O sonho que só eu vivia,...
Mesmo triste ou com alegria...
Aquele aroma daquelas flores que só eu sentia,
Aqueles amores que só eu amava,
Aquelas paixões que só eu imaginava...
Quiçá durante todas as minhas vidas...
Minhas vidas passadas.
Minhas flores foram ou serão sempre as fases de minha vida...
Mesmo que algum dia eu as encontre,
E sinta seu aroma naquilo que eu imagino ou em tudo que eu imaginava.
do Monte

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