quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Conjectura 7 - Retro





Em 1989, já vivíamos o fim a censura, todos os brasileiros já dizia o que pensava, todo o mundo se inflamava após a queda do muro de Berlin, e porque não eu legiãourbanizado das ideias, também tinha meus versos tortos e palavras e frases de efeito.    
Vivendo aquele sonho vermelho de uma estrela esperançosa com uma mudança nas desigualdades, mais nas urnas os brasileiros neste mesmo ano 1989 quiseram aquele cara narigudo e eloquente da Alagoas pra presidente. Eu hoje sei tudo em seu tempo, em nosso presente o brilho daquela estrela ofuscou. A realidade é que aquela estrela é bandida. Por algum fato ou outro de vez em quando vinha à tona um escândalo... Ô País pra gostar disso!
Mais eu ainda penso assim:
Você se interessa por educação?
Corra, vá à busca dela...
Você vive no Brasil, ele é seu mundo onde quem manda é o dinheiro, não há justiça, nem pobre tem razão...
A violência nas ruas é fruto da insolência, nos pondo contra a parede e destruindo nossa moralidade...
Ah respeito!
Respeito é o que devemos ter...
Ser respeitado no Brasil, algum dia será uma virtude;
Que se resguardará dia a dia em cada amanhecer.


doMonte.  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Conjecturas VI



Eram os anos 80, eu estava crescendo então me entendendo por gente quando de repente vejo no jornal nacional a notícia de que John Lennon havia sido assassinado, e era natal que coisa, até então o natal era uma data cheia de luzes e cores, presentes e abraços fraternos o que mais se podia esperar se não isso. Mais ali tudo começara a mudar, pela primeira vez vi de perto aquilo que se chamava maldade, porque vi pessoas chorar na tv, muita gente mesmo! O Brasil vivia sobre o regime militar, ouvi se não de meu pai foi de alguém da família que dizia que John era um depravado, queria andar nu de mãos dadas na rua com a mulher dele. Eu não sabia nem entendia se tudo aquilo era bonito ou feio, tinha naquela época 8 anos, hoje chego até a pensar que oito anos abestalhado da cebola eu tinha, as crianças de hoje sabem mais do que eu sabia, a coisa evoluiu.
Eu tenho uma tia que adorava o regime militar e o Gal. Figueiredo o então Presidente do País, Santo Cristo nem quero nomear o que significava pra ela, porém meu pai, eu nunca vi o velho envolvido nessa de protesto, nem com grupos esquerdistas. Quando das diretas estava ele torcendo pela democracia, anos depois me perguntava onde residia à ideologia dele que nunca se rebelava contra o sistema, ali eu comecei a gostar daquela agitação, era porque eu já me sentia uma criança subversiva e um dia me tornaria um questionador. Era 1984 tudo começa a ficar mais claro, Michael Jackson deixando o mundo de boca aberta com Moonwalker, o grito do rock nacional mais latente, as músicas de protesto agora podiam soar nos quatro quantos do Brasil, agente podiam gritar, as pessoas podiam dizer o que sentia pelos anos de repressão e opressão vividos até então. Meus ouvidos começaram a se encantar com tal de Legião dizendo... “Que País é esse”? Ai é que eu comecei a descobri o Brasil, o porquê daquilo, a me identificar dentro deste processo e criar um pensamento político e social minha verdadeira identidade.
 Já ao final dos anos 80 inicio dos noventa após a queda do muro da vergonha reunificando a Alemanha, a ideologia muda no mundo idem no Brasil, e aquele cara que me inspirou a pensar sobre as coisas, já havia parado de protestar e estava cantando músicas de amor, dizendo que... “Agimos certo sem querer foi só o tempo que errou, vai ser difícil sem você”. Como os protestos nada mais podiam nada a fazer, vamos ensinar o mundo a amar, os caras voltaram do exílio e hoje parece que estamos pagando com juros muito alto e talvez eterno, depois que eles retornaram e ingressaram na política a vilania, o malefício, começou a apoderar-se do País do Futuro. Hoje olhando pra traz o que dizer... A ideologia de um mundo melhor de um País com situações mais justa para sua população ainda está muito longe de acontecer, não adquirimos uma moral nem uma educação para mudarmos o rumo para sermos exemplo pra outras nações, somos mal avaliados com relação à ética, e ao escrúpulo político. Somos apenas o País do carnaval “Festa estranha com gente esquisita”, a Pátria de chuteiras.
Nossa justiça está sempre a serviço dos poderosos, nossa saúde de quem pode pagar um Sírio Libanês, afinal lá se prolonga a vida de quem pode, no SUS só os que se (.......) fiquem a vontade para preencher os parênteses. Se o Brasil tem coisas boas; tem é claro, o problema é que as tristes são melhores veiculadas e nos atinge a alma, porém ainda há que se terem esperanças numa renovação de valores, tantos dos políticos quanto em todos os setores da sociedade, eu tenho fé em Deus que isso algum dia venha acontecer, embora eu acredite que não esteja encarnado para ver isso, de algum lugar verei. Por enquanto vivo analisando a seguinte coisa pro futuro... Como viver em um País que não gosta de velhos? Que não cuida deles lhes garantindo uma aposentadoria digna pelo tempo de contribuição, atendimento a saúde com dignidade. Penso que aqui as pessoas nascem para servir, e morre com a impressão que o País não lhes serviu, Deus me livre que me aconteça envelhecer neste Brasil.

Domonte. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Oportunizar para o crescimento do ser.





A definição de oportunidade diz o seguinte: Possibilidade de melhorar; ocasião favorável, visão do futuro, de algo novo que traga benefícios. Dentro deste conceito de oportunidade podemos ver diversas situações que a pessoa humana pode querer atingir em sua vida, podendo ser material, podendo ser espiritual, etc.
As nossas conjecturas não será pelo caminho material, pra deixar de lado a competitividade, observemos que se a finalidade for espiritualizar-se devemos combater mesmo este sentido competitivo e aprendermos a oportunizar principalmente o outro.
Então, sabe-se que sozinho jamais seremos a força impulsora que moverá a energia que propaga o bem e suas ações, que agradará a luz do mundo, precisamos romper a barreira do “mostrarei a você que sozinho eu consigo”. Onde fica o dito popular que assevera o seguinte: “a união faz a força”.
Podemos compartilhar melhor nossas ações olhando para o nosso lado e vendo no outro o senso de responsabilidade? Se já existente e latente é muito bom!  Mas, para alguns é desanimador não encontrar de imediato esta qualidade. Se tivermos a percepção de que o ser existencial é ensinável e treinável, um dia seguiremos juntos na mesma direção.
 Tudo que se adquire é por aprendizado do ponto de vista do conhecimento, podemos até pensar que seja paradoxal achando que a responsabilidade é uma virtude ou uma obrigação. Uma é um atributo da outra, portanto há um paralelo entre elas, pois quando se aprende a ser responsável, mais adiante se classifica isso a pessoa humana como se fosse uma virtude. Logo podemos concluir que responsabilidade se aprende idem à virtude.
Possibilidade de melhorar dar-se logo a partir do aprendizado da teoria agregado a prática se assim quiserdes que o outro somasse a ti ou a uma causa;
Ocasião favorável: foi-lhes ensinado a ter responsabilidade para que o futuro seja mais amplo, porque hoje está sendo empregado o conhecimento adquirido;
Visão do futuro de algo que traga benefícios, visualizado no ponto de partida, na tomada da decisão de oportunizar a alguém, para que lá na frente oportunize a outrem.



Domonte. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Um mundo de confrontos e os homens com necessidade de imprimir suas verdades absolutas.




Em nosso mundo de uma maneira em geral há confrontos ideológicos, para que seja imposta as suas verdades. Agride-se, mata-se, encarcera-se muitas vezes em nome de uma falsa verdade. Quanta intolerância! Há muito tempo não havia, e em algumas situações vivenciadas hoje não há ao menos o mínimo de racionalidade para encontrar a formação do credo no sentido mais amplo.
O fascínio que o homem antigo e porque não dizer que alguns contemporâneos exerça pelo poder político, poder dominante, poder de convencimento até mesmo o sobre natural, sempre o levou erroneamente a achar que se encontravam diferenciados dos demais. Quando buscaram elevar seus conhecimentos, quiseram logo imprimir aos outros que eram homens escolhidos pela divindade. Em algum momento era mesmo o escolhido, porém se perderam no mar de suas ilusões, no oceano de suas ambições. Há os que também que falsearam tudo isso.
Ao passo que tentaram elevar-se não o fizeram para levar o progresso também a outrem, ambicionaram controlar as massas, imprimindo suas verdades absolutas. E quando sua verdade era superada pelo crivo da razão, eles aceitavam o que agora estava em voga, porém esta nova concepção de verdade após sua total interação, logo mais seria desvirtuada por imprimir sua personalidade à mesma.
E partindo pro lado religioso da nossa conjectura, os homens têm feito isso ao longo dos tempos, dizendo o que Deus disse o que Jesus disse, a partir de suas interpretações fantasiosas criando novas denominações, cessando a liberdade, comercializando a fé em nome de seu próprio egocentrismo.
A verdade é imutável encontra-se nas leis naturais advindas do Criador, jamais será transformada e personificada pelo homem por mais que amplie seu intelecto ou o poder transitório que exerça na terra.
            Por não ter deixado nada escrito Jesus, não ordenou que escrevessem os homens sobre os seus feitos, mais eles dizem que Jesus disse: “Ide pelo mundo e evangelizai”...
            E porque hoje não evangelizamos em nome de Jesus e na maioria das vezes nos promovemos em nome de Jesus? Se não compreendermos o sentido continuaremos a estória desvirtuando a verdade, promovendo o nosso eu e não propagando o evangelho.



Domonte. 

A inovação



Toda inovação leva um bom tempo para ser aceita perante um grupo social, seja ela cultural, científica, religiosa etc. Isso é notório na história da humanidade. Dentro deste pensamento é sabido que as mudanças para o bem comum, mesmo estas contendo a melhor das intenções, demoram a serem aceitas nos embates ideológicos, ou até que haja uma aclamação total da ideia ou um mínimo de consenso.

Quando alguém tenta fazer parte em qualquer ciclo dentro de uma sociedade organizada, e torna-se membro dela, seu olhar do futuro difere muito bem dos que lá militam ou labutam há mais tempo. E pensamos há suas exceções, pois haverá alguém que até comungue de seu pensamento, porém a experiência vivida, lhes favoreça a permanência no conservadorismo. Isso também se explica pelo não comprometimento de alguns membros, que entraram com muita sede, e não deram continuidade... Isto tem sido prejudicial para as inovações “a falta de compromisso”.

Mesmo assim é observado dentro destes grupos um Colégio Cardinalístico e centralizador, não sendo privilégio do catolicismo sendo encontrados na: classe política, nas religiões, no futebol. Em alguns seguimentos ocultos, de alguma forma dão sinal então o Colégio Cardinalístico fica evidenciado. Na câmara dos deputados quando um novo parlamente pertencente a um partido pequeno não dispõe de um séquito o deputado é classificado como de baixo clero. Ele não aprovará nenhum projeto, não representou seus eleitores, não conseguiu contribuir em nada. Tudo aquilo que havia imaginado de melhorias no sentido social, lhes foi ofuscado as ideias pelos cardeais.

Uma inovação seja de ideias ou de pessoas só é conhecida se apresentada aquém interessa possa, a comunidade ou a sociedade.  A inovação pode ser uma maneira diferente de se apresentar uma coisa antiga, que da forma ainda hoje apresentada não está surtindo efeito.

Às vezes pode-se apresentar o novo até com o consentimento do colégio Cardinalístico, eles passando provisoriamente por cima de seu conservadorismo, mas, espreitando a oportunidade de criticar fervorosamente caso o novo não obtenha êxito.  Pra ele é melhor afundar do jeito que está, do que correr o risco mesmo sem obter êxito.

Nunca os novos serão ouvidos, se os velhos não derem oportunidades de serem ouvidos;

Nunca os novos serão conhecidos, se os velhos não lhes apresentar a sociedade;

Nunca os novos levarão adiante o seu legado, se os velhos não lhes ensinarem lhes dando o aprendizado;

Nunca os novos envelhecerão dentro daquilo que acreditam, porque não foram ouvidos, porque não foram apresentados, não foram ensinados, não tiveram oportunidade porque os velhos jamais pensaram que eles passariam... O tempo passou e os velhos passaram.
Dercilio do Monte

“É muito bom que você nasça numa igreja, mais é muito bom que você não morra nela, porque você não passou da igreja que nasceu”.  Sathya Sai Baba

Um dos traços da exacerbação da vaidade humana


E mais uma vez conjecturando sobre a vida, hoje entro na vaidade, não me estarreço com tamanha exacerbação da vaidade cotidiana. Um destes dentre muitos outros aspectos da vaidade, encontra-se evidenciada pasmem, nas pessoas que tentam ensinar a domar a vaidade com humildade em nome de Jesus.
O problema é que muita gente com sede de conhecimento além do normal, tornam-se pseudos-sábios, intelectualmente letrados, porém, ainda não abriram as portas de seu coração, para que a humildade entre e faça morada e assim consiga abraçar e viver a vida com mais simplicidade.
Os gestos demonstrados com arrogância em um pedido mais acintoso, na mais completa necessidade de comanda uma ação muitas vezes reluz aquilo que se é de verdade, então a pessoa diz o que é, e não faz aquilo que prega para os outros.
Em um grupo que trabalha com o objetivo comum e fraterno, pensamos que todos estão ali em pé de igualdade como seres humanos irmanados em Cristo nossos modelos e guia. As aptidões que cada um tem individualmente não desmerecem os outros, por não as terem também, o ser existencial humano é treinável a ponto de adquirir aptidões que não vos iguale talvez, mas, tenha uma evolução que lhes qualifique em uma tarefa que outrem já faça.
O homem forte fisicamente não pode a todo tempo pensar que o que lhes compete numa tarefa é tão somente a carga pesada dos fardos que tenha que armazenar, por ordem do sábio, ou pseudo-sábio. O sábio ou pseudo-sábio, home de intelecto, jamais deve pensar que o que lhes seja mais agradável, podendo  fazer na vida é tão somente, pensar, falar, escrever e ensinar. Ledo engano, em determinado ocasiões também haverá fardos que sua força motriz seja necessária para que possa ajudar no armazenamento dos fardos pesados.
Então se busco conhecer as coisas divinas e morais e falar sobre elas, devo primeiramente ter simplicidade para transmitir a outrem no dia que eu conhecer a humildade, eu preciso dividir o peso do fardo. Jamais posso utilizar a negativa de que não estou aqui pra isso, para pegar o peso do fardo e me rotular diante do meu semelhante dizendo que estou tão somente aqui para pensar, falar, escrever e ensinar daquilo que entendo do fundo de minha intelectualidade limitada que chamo de sabedoria.
Será que realmente posso falar da vaidade em nome de Jesus?
Se conjecturarmos haverá outras maneiras de encontrarmos outros traços da exacerbação da vaidade humana, mediante a ocasião fiquemos entre a força física e a humilhação que um pseudo-sábio tenta causar ao semelhante exaltando sua tão sóbria ignorância.
“Já foi o tempo do faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, hoje o ser humano humilde, e simples de coração deve trazer consigo algo assim parecido: Faças o bem com amor e propague ao mundo que eu também faço! Pois é assim que aprendi com os que me ensinaram com simplicidade e humildade em nome de Jesus.

Domonte.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Vida






                      Obrigado Jesus pela Vida

 

Vida tu és tão generosa comigo, me destes pais, um lar amigo, tudo de bom para que pudesse recomeçar.

Vida meu tempo é bem vivido, vivo alguns sonhos, levo meus tropeços e continuo insistindo, caio, e fico de pé, retorno sorrindo.

Vida tu curastes algumas feridas, outras tiveram que ser mais sofridas, com perdas, com tamanha tristeza é assim todos temos que enfrentar.

Vida nos destes sempre um ombro amigo, na hora do medo, antes ou depois do perigo, sempre houve alguém em que eu pudesse me apoiar.

Vida tu ensinastes a não temer a morte, ela é só uma passagem, não tem a ver com o que muitos encarnados pensam se é cedo ou tarde, ou for azar ou sorte. Lá também as coisas continuam, e tudo recomeça, mostrando que o corpo morre, pois, quem vai, é certo um dia que em outro corpo retorne.

Perguntei-te Vida; quando ao nascermos porque choramos e nossos Pais dão risos de alegria, outros queridos cantam e festejam até o raiar do dia? Dissestes-me com o passar dos tempos, que ao nascer se chora, pra se deparar com a longa jornada e seus percalços, suas alegrias que durante a existência terão a sua hora.

Vida nós vimos alguns queridos partindo, choros, lágrimas, desespero de alguns de nós gritando aos céus injustiças pela dor que está sentindo, um sábio um dia me disse Vida: “Sabe menino, na morte como tu entendes, o espirito é liberto do corpo, das chagas, por tudo que é vivido, estará ele livrando-se dos sofrimentos, quiçá da culpa, que está sentindo”.

Complementa o sábio: “Não devíamos nesta hora menino está sorrindo e ficar contente, eles estão sendo recebidos por espíritos amigos que foram na frente, hoje sua missão do outro lado da vida é receber seus queridos e amparar amorosamente”.

Vida sempre nos alertasse que jamais estamos sozinhos, nos guiastes sempre a Jesus que é o caminho, algumas vezes perdemos a direção, mas, houve sempre uma doce palavra que nos tocasse o coração.

Vida hoje há homens ainda tentando inventar a máquina do tempo, achando que voltando ao passado podem livrar-se de tanto sofrimento, mais um pedido de perdão, traria alívio e calmaria ao coração.

Vida és sempre vida, mesmo após o entendimento que muitos de nós encarnados temos de tu vida, o Cristo nos disse que há muitas moradas a serem vividas, onde podemos preparar para novamente recomeçar.

Obrigado Jesus pela Vida, e pelas tantas oportunidades de tantas vidas vividas, dentre todas outras vidas que juntas tivemos a oportunidade conviver aprender com o intuito de amar a vida.

 

DoMonte.